.

sábado, 16 de abril de 2016

Princesa!


              Quando ela chegou, há 15 anos atrás, ela encheu a nossa casa de sorrisos, laços e muito cor de rosa.  Encheu também  nossos corações de alegria, orgulho e muito amor. Um dia alguém me avisou que os filhos crescem num piscar de olhos, mas eu não sabia que cresciam tão rápido assim.

Parece que foi ontem que a nossa casa mais parecia uma escola infantil de tanta boneca espalhada pela casa.

Parece que foi ontem que ela leu seu primeiro livrinho de historinhas.

Parece que foi ontem que tínhamos uma casinha de bonecas no quintal.

O tempo passou e com ele vieram as trocas, que foram inevitáveis. Ela trocou as chiquinhas, pela chapinha. As galochas, pelas alpargatas. As mochilas de rodinhas pela bolsa de bolinhas. Os Gibis  da turma da Mônica pelos livros. As bonecas pelo celular. Os dvds infantis pelas séries do Netflix.

Definitivamente o nosso bebê cresceu!

Filha, nossa casa não seria a mesma sem a tua presença, porque por onde tu  passas, a casa se enche de música,  notícias e de curiosidades.

Se enche também de palavras, frases e danças engraçadas.

Por onde tu passas eu encontro apostilas, esmaltes e muito rímel.

Encontro também coisas perdidas embaixo da cama e roupas minhas no teu guarda-roupas, que sorte a minha poder dividi-las contigo, pegue sem moderação e sempre que precisar.

Temos tanto orgulho da menina que tu és e da mulher que estás te tornando. Te amamos, te admiramos e pedimos em nossas orações que Deus sempre guie teus passos, realize teus sonhos e te faça muito feliz.


Obrigada por encher as nossas vidas de amor e por nos fazer tão feliz!!! Te amamos!!!


Família presente de Deus

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Meu caderninho de cabeceira: meu tesouro precioso!



Gosto tanto da sinceridade e da franqueza das crianças que não me admiro, que Jesus tenha dito que deveríamos ser iguais a elas.

Criança fala aquilo que pensa, aquilo que sente e aquilo que vê, por isso, tenho um caderninho ao lado da minha cama onde anoto as pérolas que vou ouvindo ao longo dos nossos dias. Ali, vou registrando muita coisa pra não correr o risco de esquecer com o passar do tempo,  as palavras, as frases, as gafes ditas com tamanha naturalidade e ousadia pelos meus filhos. Cada vez que pego esse caderninho dou muitas risadas, derramo algumas lágrimas e tenho cada vez mais a certeza de que eu tive uma grande ideia, ao registrar tudo isso. Meu coração se enche de alegria ao reler e reviver cada uma daquelas anotações, porque sei que eu teria esquecido mais da metade delas.

Às vezes, a gente deita na cama e ao invés de eu ler um livrinho ou inventar estórias pra eles antes de dormirem, eu pego o meu caderninho,  leio as peripécias deles e arranco as mais lindas gargalhadas. Gargalhamos até a barriga doer! São momentos tão nossos, tão lindos e tão cheio de significados pra gente. Vou compartilhar um desses com vocês.

No começo do ano passado, ele ainda chorava muito pra ficar na escola, todo dia era a mesma coisa, eu levava cerca de 15 minutos para acalmá-lo e ir embora. Acontece que em um desses dias, eu estava com pressa, então cheguei na porta da sala, me abaixei, olhei pra ele e falei: Luís Henrique, para de chorar filho, vai brincar com os teus amiguinhos que a mamãe precisa trabalhar e já volta. Ele olha bem nos meus olhos e pergunta: mamãe você vai pra casa ligar o aspirador? Segurei o riso, apertei bem ele no meu peito, dei um beijo e falei baixinho no seu ouvido: vou lá limpar a casa e já volto pra te buscar! Nos despedimos e eu pude sair dali com um sorriso no rosto e nos olhos, por saber que fomos verdadeiros um com o outro. 

Coisa linda reler e reviver esses momentos tão nossos, tão íntimos, tão marcantes!







sábado, 21 de novembro de 2015

Um vestibular, duas experiências...




Hoje fui levar minha filha para fazer o vestibular pela primeira vez, ainda não é pra valer, só a título de experiência mesmo, já que o tempo está passando rápido demais e logo, logo o grande dia chegará.  O que ela não sabia é que essa pequena experiência pra ela, acabaria se tornando uma grande experiência para mim.

Levei-a até o local da prova e ela me pediu para ficar ali  até a hora dela entrar, percebi que ela estava tensa e nervosa e só não me pediu para ficarmos de mãos dadas porque estava com vergonha, eu tenho certeza. Subimos as escadas, conferimos a sala, trocamos algumas palavras e a deixei ali.  Virei as costas, desci as escadas e me segurei pra não chorar, pois naquele momento pude sentir de perto que a hora dela bater asas e voar está chegando. Engoli o choro, desviei o pensamento só pra não fazer fiasco, mas a vontade de chorar era grande.

Talvez ali, descendo aquelas escadas e naquele momento, eu tenha me despedido de uma fase e tenha aberto a mente e o coração pra tantas outras que virão. Porque a gente vai criando os filhos e vai descobrindo tanta coisa nova, vai aprendendo a lidar com os sentimentos,  vai crescendo junto com eles e aprendendo a sermos pais. 

Não sei quando vou estar pronta para vê-la voar, na verdade, talvez eu nunca esteja, mas estas e outras pequenas experiências vão me fazendo refletir sobre o assunto e assim, quem sabe aos poucos e lentamente eu vou me acostumando com ideia. 


Amigas forever



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...